Costumo pensar que nada pode ser considerado ruim, até que se prove e se conheça, para então expressar tal opinião.
Pré-julgamentos não é bem o meu forte, até porque tenho uma impressão talvez errônea, de que quem o faz tem um pé, ou talvez o corpo inteiro, num medo de alma de descobrir não viver no melhor dos mundos oferecidos as criaturas.
Bobos!!!!
Talvez nunca tenham ouvido falar no verbo EXPERIMENTAR.
Coisa boa é experimentar, pois nos dá a possibilidade de agir como se tivesse conhecendo, sem a obrigação no entanto de querer como rotina. Experimentar é como ter uma porta e olhar escondido pelo buraco da fechadura o que acontece além dela, para depois ‘se quiser’ abrir, dá aquela sensação gostosa de estar espiando algo que não pode, aquele medinho de ver algo diferente.
Experimentar é preciso, desde que se tenha uma cordinha de segurança que te puxe, quando você desejar voltar (a tal da consciência, discernimento ou até mesmo auto-critica).
Experimentar, na verdade, é momentaneamente contra indicado, para os inseguros nos quesitos “quem sou eu?” e “preciso de algo, para esquecer tal coisa”, aí o verbo pode se tornar um labirinto, como aqueles manuais de eletrodomésticos, todo feito em mandarim, que agente tenta adivinhar o que está escrito e acaba quebrando o aparelho. Pronto não da mais pra usar, não tem mais jeito.
A palavra, na verdade, já é auto-explicativa, já tem desenhado em experimentar, uma colherinha de café e um copo d’água, sugerindo que vá com calma, pois o gosto pode não ser tão bom assim, mas claro que é necessário, quase que obrigatório, ou se não vai ter que aprender a arrastar o peso, que é passar sem saber que sabor que tem. E quando te perguntarem?? Que resposta mais sem graça seria: “-Não sei, eu não provei” ou quem sabe um “Eu acho que é ruim, na verdade não tinha uma boa cara.”
Aí vem de novo, o tal do pré-julgamento. A propósito, eu já havia me perdido, lembrando todos os gostos que já senti ao experimentar. Como eu ia dizendo, pré-julgamento, não é bem o meu forte, porque descobri, que ele acontece quase sempre, quando não se conhece o outro lado da moeda, e esse, a esse sim pode surpreender e até encantar, e particularmente o que me encanta me faz crescer.
Essa descoberta fez o meu ‘medo de alma’ ir aos poucos diminuindo e ver que eu não preciso, necessariamente, viver para sempre no mundo em que vim.
Sugiro que você também se permita descobrir. Perca o medo, EXPERIMENTE. Quem sabe, seja justamente esse o seu prato preferido.
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